laranjas abertas,
líquido retido
em um leve tecido
dourado pelo sol
que morre entre os dedos
de tua canção.
dorso nu,
nuca que perfuma minha barba,
véu que revela uma cor morena
com perfume de canela.
e tua voz,
linha que vem de longe
e desfaz a trama do mar,
cheiro de sal,
brisa que acaricia as pedras antigas do casario
e vence as madeiras engendradas por tantos segredos.
meus braços cansados,
músculos que trouxeram tua cintura
para perto de mim.
um instante de alento
enquanto barcos puxam cordas,
levantam as velas por partir.
e nossos corpos,
queda de um desejo distante,
fuga por entre portos, cravos, ervas,
figos abertos, licores ímpares, tépidos perfumes ...
e um olhar que se confunde dentro de ti.
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