Os sóis morrem ao sul.
Sim, silentes
como dois seios,
seios firmes e salgados.
E no banco traseiro,
Estofado quente, fofo
e branco…
O mal estirado preguiçosamente
sobre o banco traseiro…
Rumo ao sul migram
todas as palavras,
todos os sentidos, todos …
Todos os animais.
E a vida
- trapézio sem rede -
alcançada pelos amantes:
fugaz.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
reencontro
é de água
seu olhar e o meu;
água de paixão,
que corre vidas
e traz de volta
a mão e o mar:
os dedos trançando a água que corre
e o sal.
um barco partiu.
deixei livros por ler.
por acariciar, seus longos cabelos…
deixei dias onde,
o abraço nu,
sons distantes,
a tarde,
seu quarto de solteira .
é noite…
guio sem destino
pela cidade vazia.
ouço “I heard you looking”
e me lembro de quando
nos olhamos pela primeira vez.
mas
rasgando tantos tecidos,
este olhar ainda brilha
como prata faca
e água.
seu olhar e o meu;
água de paixão,
que corre vidas
e traz de volta
a mão e o mar:
os dedos trançando a água que corre
e o sal.
um barco partiu.
deixei livros por ler.
por acariciar, seus longos cabelos…
deixei dias onde,
o abraço nu,
sons distantes,
a tarde,
seu quarto de solteira .
é noite…
guio sem destino
pela cidade vazia.
ouço “I heard you looking”
e me lembro de quando
nos olhamos pela primeira vez.
mas
rasgando tantos tecidos,
este olhar ainda brilha
como prata faca
e água.
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