quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

1.

O amor não se procura, encontra-se.

O amor não é escrito, é vivido.

O amor não se exige, conquista-se.

Ele não se educa, aceita-se.

Não se fala, sente-se.

Não se contesta, se é invadido.

Não se pede, recebe-se.

O amor não se entende, experimenta-se.

Quando ele chega, o amor não avisa, não se planeja,
sobe as montanhas como os exércitos famintos,
os cavalos sedentos, os olhos sob as sombras,
as mãos sem o calor do dorso quente da amada
que pede mais carinhos lascivos ...

O amor não é contido, contém.

O amor não é estancado, é hemorragia eterna ...

é a loucura

é o mais fundo giro pela noite escura

é a orgia da alma

é não ter medo da dor

é o nojo pelos dias comuns e inúteis

o braço que abraça

as pernas que levam à vertigem

as bocas abertas

os medos calados ...

é o sangue quente correndo pelas veias ,

pelos olhos vermelhos de paixão.

O amor é a minha matéria, o fogo que me sustenta

nele vivo,

nele morro

sem medo, sem nome ...

O amor é meu sentido, meu norte, meu começo, meu fim ....

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