terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Lua cheia

como um reflexo, Luz
de um sentimento distante,
ar que respira a tez
de estórias, trama de luz e glória.

pátio interno,
Córdoba, Málaga ou Havana,
líquido espelho
dentro da noite escura,
da tua pele morena, nua.

e os goles de água
descem por teu corpo emerso,
filetes de prata,
escreve-te este verso.

mas que nome recebe este corpo
que vem ao meu em um encontro secreto?
ou mesmo, quem sou eu sob esta lua
que rege as marés e os homens ?

o sangue circula diferente,
dilatadas narinas percebem outros cheiros,
teus seios tesos provocam a minha boca
e um novo jeito de amar é escrito em nossas peles.

não sou eu.
não és tu.

apenas um pleno giro prata
em torno da nossa casa ...

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