O amor não se procura, encontra-se.
O amor não é escrito, é vivido.
O amor não se exige, conquista-se.
Ele não se educa, aceita-se.
Não se fala, sente-se.
Não se contesta, se é invadido.
Não se pede, recebe-se.
O amor não se entende, experimenta-se.
Quando ele chega, o amor não avisa, não se planeja,
sobe as montanhas como os exércitos famintos,
os cavalos sedentos, os olhos sob as sombras,
as mãos sem o calor do dorso quente da amada
que pede mais carinhos lascivos ...
O amor não é contido, contém.
O amor não é estancado, é hemorragia eterna ...
é a loucura
é o mais fundo giro pela noite escura
é a orgia da alma
é não ter medo da dor
é o nojo pelos dias comuns e inúteis
o braço que abraça
as pernas que levam à vertigem
as bocas abertas
os medos calados ...
é o sangue quente correndo pelas veias ,
pelos olhos vermelhos de paixão.
O amor é a minha matéria, o fogo que me sustenta
nele vivo,
nele morro
sem medo, sem nome ...
O amor é meu sentido, meu norte, meu começo, meu fim ....
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
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