como um reflexo, Luz
de um sentimento distante,
ar que respira a tez
de estórias, trama de luz e glória.
pátio interno,
Córdoba, Málaga ou Havana,
líquido espelho
dentro da noite escura,
da tua pele morena, nua.
e os goles de água
descem por teu corpo emerso,
filetes de prata,
escreve-te este verso.
mas que nome recebe este corpo
que vem ao meu em um encontro secreto?
ou mesmo, quem sou eu sob esta lua
que rege as marés e os homens ?
o sangue circula diferente,
dilatadas narinas percebem outros cheiros,
teus seios tesos provocam a minha boca
e um novo jeito de amar é escrito em nossas peles.
não sou eu.
não és tu.
apenas um pleno giro prata
em torno da nossa casa ...
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Havana
laranjas abertas,
líquido retido
em um leve tecido
dourado pelo sol
que morre entre os dedos
de tua canção.
dorso nu,
nuca que perfuma minha barba,
véu que revela uma cor morena
com perfume de canela.
e tua voz,
linha que vem de longe
e desfaz a trama do mar,
cheiro de sal,
brisa que acaricia as pedras antigas do casario
e vence as madeiras engendradas por tantos segredos.
meus braços cansados,
músculos que trouxeram tua cintura
para perto de mim.
um instante de alento
enquanto barcos puxam cordas,
levantam as velas por partir.
e nossos corpos,
queda de um desejo distante,
fuga por entre portos, cravos, ervas,
figos abertos, licores ímpares, tépidos perfumes ...
e um olhar que se confunde dentro de ti.
líquido retido
em um leve tecido
dourado pelo sol
que morre entre os dedos
de tua canção.
dorso nu,
nuca que perfuma minha barba,
véu que revela uma cor morena
com perfume de canela.
e tua voz,
linha que vem de longe
e desfaz a trama do mar,
cheiro de sal,
brisa que acaricia as pedras antigas do casario
e vence as madeiras engendradas por tantos segredos.
meus braços cansados,
músculos que trouxeram tua cintura
para perto de mim.
um instante de alento
enquanto barcos puxam cordas,
levantam as velas por partir.
e nossos corpos,
queda de um desejo distante,
fuga por entre portos, cravos, ervas,
figos abertos, licores ímpares, tépidos perfumes ...
e um olhar que se confunde dentro de ti.
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