sábado, 2 de junho de 2007

Chuva

O dia de chuva;
um longo dia de chuva
tenta acordar as esperanças
para outro dia que há por vir.
As águas lavam teus olhos,
as imagens turvas,
tão sozinhas dentro de ti.

(Tudo é tão cinza e denso,
que sinto meus dedos
tocarem os sentimentos…)

De um lado da mesa,
madeira negra, vazia mesa
por onde se deita meu braço,
eu.
Do outro lado, imóvel e quieta,
o outro lado da minha vida,
tu.

A chuva não cessa,
parece que nunca há de acabar;
pouca luz revela,
somente os olhos falam
dos sonhos diluídos
entre as lágrimas de nossos segredos.

Nenhum comentário: