Nunca escrevi como uma pessoa de letras. Meus textos sempre surgiram como uma grande paixão, uma convulsão ou um vômito. Nunca entendi como as palavras e as imagens surgiam e nunca tive a pretensão de elaborá-las. Um pouco por preguiça, outro tanto por não querer lançar a forte luz da razão sobre o escuro e profundo mar de onde emergiam estas imagens, estas frases. Para mim a luz de poucas velas é a ideal para revelar poesia. Posso estar próximo à esta pálida luz em alguns textos, devo estar distante em muitos outros…
Durante anos eles ficaram guardados.Há pouco, comecei a lê-los e separá-los, em um destes momentos na vida em que você se pergunta “…afinal de contas quem sou eu? “
E, assim como os antigos liam o futuro nas vísceras dos animais sacrificados, eu comecei a ver algo dentro do remoído e contorcido caos de tantos sentimentos.
Ainda não há a menor ordem em tudo isto, mas quem sabe a matéria, o peso de tinta e papel, um livro, possa dar um pouco mais de solidez ao vento de tantas palavras.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário