vem
abre meu peito com teus doces dedos
e arranca de dentro este coração tão cansado.
com carinhos lentos,
com as palmas banhadas em mel,
dilua o sangue intoxicado
e derrama o teu.
vem
como a leve luz que desabrocha
nos primeiros instantes da manhã,
como o vento inesperado
que em uma tarde quente de verão
traz as folhas soltas de outra estação.
vem
com os seios abertos
brancos e belos ...
escorrendo de suas pontas
as lágrimas de teu corpo...
deitando no meu,
o leve tecido do teu.
vem
E acabe com os dias comuns e inúteis
Incendeie meus livros
Inunde minhas roupas
Leve minha cabeça para onde só exista
o que transite por ti ...
Comprometa a minha sanidade
mas sacie esta interminável sede de paixão.
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