quinta-feira, 26 de junho de 2008

“você diz que meus olhos são como amêndoas"

um perfume de musgos,
música de cerâmica, madeira e flores.
sombra ocre
hora tarde
quando chego em casa.
o silêncio de um retorno sozinho,
o murmúrio da água que corre
pelo veio das plantas,
pelo corpo que deita,
pela luz que cai
pela lágrima calada.

pouco antes:
a rua, o inverno, a garoa, o metrô ...
uma partida.

você leva seus olhos dos meus,
eu deixo meus olhos sem os seus.
um azul sem amêndoas,
pequenas amêndoas que brilham no escuro
sem o azul ...

Nenhum comentário: