sábado, 17 de novembro de 2007

cibelle

cibelle descalça:
sandálias largadas ao sol, ao vento, em fuga.
na sombra teu corpo deita
vestido apenas pelas ramagens
desta árvore violeta,
aromas guardados de um sol incandescente...
entre os seios e as folhas
o ar passa tranquilo
e levanta leves perfumes:
carícias para tua pele, bálsamo para meu paladar.

Quando sozinho, nado pela correnteza
entre as águas e os rochedos de um próximo mar.
Deixo meu corpo entre o sol e o minério,
entre o fogo e o sal.
Mas ouço tuas palavras distantes:
figos abertos,
fôlego violento,
rios de fogo,
sede de você:

Dorso tigrado entre luz e sombra,
pernas, levemente abertas,
deixam perfumes violentos pelas folhas sozinhas...
E teus sonhos têm abraços nus, bocas abertas,
dedos em carinhos, longos dedos deitados próximos ao segredo
de teu sexo.

Tuas mãos afastam as coxas macias,
As pálpebras fecham os olhos eclipsados,
A boca pede nossos líquidos mesclados
E um gozo de orvalho cai sobre as folhas caídas.

Um comentário:

Karen Kipnis disse...

Oi Fi, muito bonito este poema para Cibelle. Cada vez melhor!
Karen